sexta-feira, 24 de março de 2017

A Polícia e o Duplo "A" rumo a Colônia Del Sacramento

Termas de dayman


Seguindo pelas estradas do Uruguai, que diga-se de passagem, são boas e com poucos carros e caminhões, tínhamos duas opções de trajeto. A primeira seria ir para Termas de Dayman e a outra para Termas de Graviyu (Paysandu). Como o deslocamento seguia tranquilo, resolvemos seguir o planejamento inicial.
Já estávamos a algumas horas pilotando e procurando um lugar para comer. Não encontrávamos, até que surge a famosa placa da coca-cola. Paramos e o almoço foi muito bom.



 Tínhamos recebido um mapa do Uruguai dos nossos amigos de Santana do Livramento e também estávamos com o GPS.
O GPS nos indicou uma rota que era mais rápido e resolvemos arriscar. No início a estrada não era muito boa, mas dava para seguir com cuidado. Seguindo alguns km a estrada só piorava. Paramos e fomos consultar o mapa de apoio. A indicação não era boa, a via não era uma das principais.
Dúvida!!!!!! Como já tínhamos percorrido alguns km, resolvemos encarar.
Para nosso desespero a estrada só piorava, tornando a pilotagem tensa e perigosa.
Em um determinado momento o asfalto que era ruim deu lugar a estrada de terra batida.



 Neste ponto já estávamos na metade do caminho e com muitos km pela frente. Duplo "A" não gosta de aventura? Então essa vai ser uma grande!
Para alegria do casal, após alguns km o asfalto ruim voltou. Nunca um asfalto ruim foi tão esperado.
Achamos que pela estrada ruim, os caminhões deixavam cair carga de grãos e a estrada ficava lotada de passarinhos. No início percorremos com todo cuidado e velocidade baixa, mas mesmo vendo alguns mortos, outros veículos seguindo normalmente e sem atropelar uma duzia de pássaros. Resolveram acreditar que os pássaros já estavam acostumados com os finos dos carros.
Em um determinado momento um deles não conseguiu desviar e bateu na bota do Alexandre. A sensação de atropelar insetos já não era boa, agora um pássaro é ainda pior.

Sobre atropelamentos nas estradas, infelizmente vimos que é comum ver animais mortos pelas estradas. Um perigo e uma tristeza muito grande.
Sem dúvida nenhuma esse foi o pior percurso do trajeto até agora.
Pena que não tiramos muitas fotos nesse percurso.
Chegamos lá super cansados e fomos procurar onde ficar. Esse foi o único lugar que não reservamos com alguma antecedência.
Em uma viagem de moto como a nossa, o ideal é já saber onde ficar. A não ser que esteja lotado de dinheiro e fique no melhor hotel do local. Não é nosso caso e fomos procurar. Entra em um pede informações, vai para outro e outro até que encontramos um com bom custo benefício. Ficamos em um hotel chamado Águas Calientes, super bem localizado e a um bom custo.
Essa região é de águas termais e por lá encontramos alguns parques aquáticos.



Um tinha toboágua e foi excluído de nossa decisão. Queríamos sombra e água fresca!!!!!
Água fresca? Nesse lugar é impossível! Por lá só água quente e muito quente.
Compramos entrada para dois deles. Você recebe uma pulseira e pode entrar e sair quantas vezes que necessitar por todo o período de funcionamento do parque que fica aberto até as 23 horas. A diferença deles é que um tem serviço de SPA.



Ana não perdeu tempo e foi para o relaxamento.



Claro que Alexandre também curtiu o relaxamento.



Um ingrediente nos acompanhou até aqui e neste caso foi ponto negativo. O SOL!
Estava um calor danado e ficar na água quente era praticamente impossível.
Ana ainda arriscou seguir uma aula de aeróbica na piscina. Alexandre suava só de ver elas fazendo exercícios dentro da água quente.



Ficamos dois dias por lá!











segunda-feira, 20 de março de 2017

URUGUAI É LOGO ALI! Pega a moto e vai....


Estávamos muito próximo de nosso objetivo!
Com a motoca nova, partimos para a fronteira. Já tínhamos buscado informações sobre o local onde fazer a imigração e também onde trocar dinheiro. Optamos por nos arriscar e fazer a troca na beira da Rua. Isso mesmo, a fronteira do Brasil  com o Uruguai é seca e do lado do Uruguai tem várias barracas fazendo câmbio. Fechamos negócio com o Jorge. Acreditem, ele tem até cartão de visita. A cotação estava em 9,15 por cada real.



Com os bolsos pesados, ou melhor cheios de pesos, partimos para fazer o seguro carta Verde.
Optamos por fazer só quando estivesse perto de entrar, porque não sabíamos quando chegaríamos e nem quanto tempo ficaríamos. Você faz o seguro por 7, 15 ou 30 dias. Nosso planejamento era ficar uns 7 dias pelo Uruguai, mas resolvemos fazer por 15 dias para ficar mais tranquilo, vai que acontece algo e temos que ficar mais tempo. Recebemos a indicação dessa seguradora, fomos bem atendidos, mas felizmente não usamos o seguro, não podendo falar sobre o pós venda.


 Agora só faltava o registro de nossa entrada nos documentos. 
Neste caso foi dentro de um shopping chamado Siñeriz Shopping   ( em Rivera ). 

O local bem agradável. Pegamos uma senha, preenchemos um papel e aguardamos nossa vez. 


Fomos chamados e a funcionária foi logo tascando a famosa carimbada no passaporte. Já se distanciando do balcão, Ana observou que a data do carimbo estava errada, a funcionária pediu desculpas, alterou a data e fez novamente o registro.
 Ana, toda cuidadosa, resolveu conferir e não é que estava errado novamente! 
A funcionária não sabia mais o que falar e Ana soltava fumaça. Seu passaporte estava todo rasurado. 


Bom, com a data certa, seguimos para nosso próximo destino. Já estávamos em terras Estrangeiras.


Nossa entrada não podia ser simples, somos aventureiros em férias.... temos que ter o que contar....risos



domingo, 19 de março de 2017

RUMO AO URUGUAI

A insegurança era grande para o retorno da fazenda, Alexandre teria que passar pelos mesmos lugares onde teve dificuldade. A noite tinha voltado a chover e provavelmente a situação no mínimo estaria igual a que ele percorreu na ida.
Nossos amigos tinham um compromisso em Santana do Livramento e necessitaria seguir para lá muito cedo, ainda escuro. Aproveitamos e pedimos que levasse a Ana e as bagagens até o centro de Santana de Livramento. Alexandre seguiria com os primeiros raios de sol. Correia fez melhor, pediu que um de seus colaboradores servisse de guia para o Ale. Aí ficou bem mais tranquilo.
O motociclista caubói entrou em ação. 
No retorno, já ciente do que viria pela frente e com o apoio, foi possível tirar fotos.
O terreno ainda estava bem alagado, mas muito melhor do que estava quando chegamos e foi possível curtir bastante a volta.


Imaginem quando estávamos chegando a fazenda. Tivemos que cruzar esse rio com muito mais água que estava na volta. Agora é que vemos o quanto foi sinistro nossa chegada.



Neste trecho foi que erramos e pegamos a direita de quem seguia para a fazenda. O correto seria seguir pela esquerda. Até tinha uma placa, mas o vento virou e não dava para ver.
Agora as danadas das poças. Neste momento a insegurança voltou. Apesar de estar com menos água, ainda estavam fundas. Depois de analisar muito e ganhar confiança, os obstáculos foram superado mais uma vez.


Ufa, final de off Road! Alexandre agradeceu a mais um anjo da guarda e seguiu para Santana do Livramento. A velocidade teve que ser baixa porque estava uma neblina danada.
Chegando em Santana do Livramento, Ana já aguardava na Honda. Tínhamos que dar um trato na nossa magrela. 
Fomos super bem recebidos na Honda de Santana. A NC tomou banho e recebeu os devidos reparos na pedaleira. 

Ainda fomos convidados a conhecer a nova Honda NC 750 que está linda.
 Agora é Rumo ao Uruguai!

Fazenda em Santana do Livramento

No dia seguinte de nossa aventura até a fazenda de nossos amigos em Santana do livramento, o resultado. 
Lama por todos os lados em nossas roupas e moto. Vamos aproveitar o tempo bom para colocar tudo em ordem. Por sorte o baú traseiro entrou pouca água e tínhamos roupas para vestir.


A moto só teve um amassado na pedaleira e pedal de marchas.


Claro que o casal não poderia deixar de tomar o tradicional chimarrão.

      Alexandre está parecendo um "preto velho".

Veja que lugar maravilhoso ...








Valeu tudo o que passamos para chegar até lá!