sexta-feira, 1 de maio de 2015

COMIDA


Logo percebemos que na Bolívia, ou pelo menos na família de nossos mais novos amigos, o afeto é simbolizado com oferta de alimentos. Tínhamos um banquete no café da manhã, no almoço, no lanche e a noite sempre uma sopa ou uma magnífica mesa de lanches.
Chegamos no Brasil lembrando da cunhada do Juan chamando para o tezito. É claro que tudo regado a chá de coca.
 
            Isso mesmo, eles gostam de batata frita na sopa.
 
 

E o que falar das frutas.....

É tão bom conhecer um alimento novo. Quando tem um paladar bom é ainda melhor.

Essa é muito parecida com nossa fruta do conde.

 
Esse é um pequeno abacate, bem gostoso.
 
 

 
Fruta do cacto. A Paula falava que não saberia como viveria sem isso.
 
Essa uma espécie de maracujá só que doce.

Banana avermelhada. Já viu?

Essa é o tumbo, uma fruta um pouco acida. Essa parece mais com o nosso maracujá. A cunhada do Juan fez uma bebida com essa fruta que ficou deliciosa.
Muitas delícias....
Fomos a vários mercados populares. Sempre que viajamos procuramos ver como é a vida real no local onde estamos e não o que é feito para o turista. Lá não é muito difícil encontrar isso!
O Alexandre adora pipocas. Já deu para imaginar quanto de pipocas essa pobre alma comeu?
 
Também tem uma espécie de massa de macarrão com açúcar. Uma delícia!!!!
 
 

AGRADECIMENTO


Normalmente os agradecimentos são no final, mas é importante fazer esse agradecimento agora para melhor entendimento de nossa viagem.
Nos últimos anos estamos fazendo nossas viagens com o princípio da corrente da amizade. Sempre conhecemos alguém que pode nos proporcionar momentos legais em nossas viagens e retribuir de alguma forma.
Nesse ano ainda não tínhamos ideia de onde ir. O Alexandre fazia uma caminhada ecológica e falando com seu amigo Juan sobre viagens, comentou que sua ideia era ir a Machu Picchu. Juan perguntou quando seria suas férias e a resposta foi Abril. Ele então fez o convite. – Vamos à Bolívia, eu e minha esposa estamos indo para lá neste mesmo período.
 

Falando com Ana o convite foi aceito e iniciamos o planejamento financeiro da viagem.
Juan nasceu na Bolívia e já mora no Brasil tem muitos anos. Casou com uma Brasileira e constituiu família por aqui. Na Bolívia ficamos boa parte do tempo na casa do irmão de Juan, que devemos um agradecimento especial. Ele e sua esposa não mediram esforços para nos dar muito conformo e comida. Sobre comida falamos no próximo tópico.

 

Fomos recebidos e tratados como família. Foi muito bom a convivência com os parentes de nosso amigo que agora fazem parte da nossa aventura.
Temos uma dívida de gratidão com todos e aguardamos a visita deles a qualquer momento em nosso país.
Nessa família maravilhosa ainda temos uma gatinha que nos animou muito, junto com a super protetora mãe e seu atencioso esposo.

ALTITUDE


Ficamos a uns 3.800 metros de altitude. Como falamos estávamos em uma encosta, bem  perto da El Alto que fica a mais de 4.000 metros de altitude.
Logo na chegada notamos os efeitos da altitude. Uma dor de cabeça forte que nos fez  logo tomar uma remédio. Isso resolveu, mas passado o efeito do remédio a dor de cabeça voltava.
O efeito da dor de cabeça foi maior no Alexandre. A Ana parecia já estar aclimatada, reclamando só de ficar um pouco congestionada, tendo que respirar pela boca.
Depois de uma semana já nos sentíamos melhores e partimos para a primeira aventura rumo a Machu Picchu – Peru.
Uma sensação que nos acompanhou por toda viagem foi a falta de ar nos momentos de atividade. Lembramos que a subida de uma escada já é atividade. A cidade é toda montanhosa e encontrar escadas e ou ladeiras é uma rotina.
Caso force uma barra e mantenha uma atividade mais intensa, a sensação é de ter asma. Falta o ar mesmo.
Claro que no início era pior e com o passar dos dias foi melhorando, mas nunca igual ao que vivemos no nível do mar.


Olha o Juan abalado com a altitude. Brincadeira!!!!!!! Esse tem sangue boliviano, a brincadeira da foto é porque as mulheres estavam melhores do que os homens. Alexandre sentia muita dor de cabeça e Juan se recuperando de uma lesão no pé.

                                                         
 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Cidade El Alto - CHEGAMOS!


Chegamos à Bolívia e não tivemos a melhor impressão! O aeroporto fica na cidade El Alto, uma super população nesse local, as casas todas sem acabamento, no tijolo e com as elevações do terreno montanhoso, lembra nossas favelas. De onde ficamos tínhamos uma visão espetacular tanto da parte alta de La Paz como da parte baixa.

 
 
O trânsito é uma loucura. Só vimos uma batida de automóvel, como eles tem uma grande população e as ruas não são muito largas, os acidentes são pequenas batidas e normalmente sem vítimas. De qualquer forma Deus está com eles! São loucos no trânsito e tirar finos de outros carros é uma rotina.
 
Inicialmente o pensamento era que as casas eram mal acabadas por conta da dificuldade financeira das pessoas, muitas vindas do campo para buscar uma vida melhor. Depois de alguns dias por lá descobrimos, ou melhor, essa foi a melhor explicação, de que essa era uma questão cultural. Existia ou existe um imposto diferenciado para casas acabadas e casas não acabadas. Dessa maneira a maioria prefere deixar a casa no tijolo. Vimos casas com boas portas, janelas de boa qualidade, mas a casa só no tijolo. Outras com a fachada pintada e a lateral só no tijolo.
É fácil notar que a cidade é separada por altitude. As casas na parte baixa, com mais oxigênio e mais quente, tem melhor acabamento e são maiores.
Nós ficamos em uma encosta, bem perto da El Alto.
No dia seguinte de nossa chegada aconteceriam eleições regionais. As regras são severas como lei seca e proibição de dirigir. Poucos carros com autorização rodavam. Como tínhamos planejado uma semana de aclimatação, isso não foi problema.
Não temos muitas fotos nos primeiros dias porque tivemos um problema com a máquina e perdemos as imagens. É lamentável porque registramos bem as casas mal acabadas, o trânsito, as eleições, as ruas vazias e muito mais.  
Aos poucos fomos gostando da cidade e descobrindo suas maravilhas. Um detalhe que fez a diferença. Não encontramos muitas crianças pedindo esmola nas ruas e sim com seus uniformes de colégio.  

O Deslocamento



Fomos do Rio para São Paulo pela Avianca. Tivemos que ficar mais de 4 horas aguardando nosso segundo voo para a Bolívia que foi pela empresa BOA – Boliviana de aviação. Ainda tivemos uma parada em Cochabamba.

 Resultado, um dia inteiro de voo. Saímos do Rio no início do dia e chegamos em La Paz já a noite.
 
Já estamos acostumados com isso. Buscamos o melhor preço e sempre encontramos algumas paradas...... Já consideramos isso viagem. Curtimos conhecer aeroporto....risos.
 
 

Aventura de Abril - Mês de férias.....

Vamos interromper a postagem das férias antigas para registrar nossa viagem desse ano. Estamos chegando agora de uma nova aventura, dessa vez na Bolívia!
Acompanhe mais essa aventura!

 

Mais uma viagem intensa, com muita amizade, diversão e aventura.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pablo Neruda

Outra visita que não podíamos deixar de fazer foi à Casa do Poeta Pablo Neruda. Visitamos a casa La Chascona,  em Santiago e também a casa La Sebastiana em Valparaíso. Além da história na poesia, curtimos muito peculiaridades arquitetônicas das casas.


Fizemos um city tour e para nossa sorte o guia era uma figura. Nos divertimos muito com ele.  É assim que tem que ser um guia, animado, mostrando a cidade de uma forma diferente do que encontramos na internet.


Esse guia nos levou ao café com piernas, um local onde as garçonetes servem com poucas roupas.... a Paula não gostou muito mas como estávamos em uma outra cultura e isso é tradicional por lá....
é claro que o Alexandre sobreviveu porque ela estava junto.
Não temos fotos da visita ao café! 
 Em uma outra visita, fomos a uma lojinha muito legal. Na loja fomos agraciados com uma bebida muito gostosa que chamam de Pisco.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

CERRO SAN CRISTÓBAL

Em Santiago não tínhamos como perder o passeio até o cerro San Cristóbal, onde se sobe em um plano inclinado até a imagem da Virgem e depois desce de bondinho.

Como em todas as nossas viagens, o mais legal é encontrar pessoas e fazer novos amigos. Quando fizemos o passeio ao cerro San Cristóbal, fizemos amizade com uma  brasileira que estava viajando só. Ela nos acompanhou em boa parte dos outros passeios pela cidade o que foi bem legal.


Nós que já gostamos de uma montanha, curtimos muito esse lugar.


Outro fato curioso é que os cachorros de rua são lindos. Dá vontade de levar para casa.



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

FRIO x CALOR

Um fato interessante com relação ao frio que podemos registrar, foi ao chegar a Santiago. Estava bem frio, para padrões brasileiros é claro. Como essa viagem já tem muitos anos, não lembramos quanto estava à temperatura.  Chegando ao Hotel a temperatura era ideal, bem quentinho. Em busca de aproveitar todo tempo possível, deixamos as malas, e partimos para explorar os arredores do hotel. Caminhamos, observamos a cultura, as roupas, os cheiros e tudo mais. Fizemos umas compras e voltamos para o Hotel. Chegando, ao entrar, melhor dos mundos, aquele quentinho maravilhoso. Subimos e fomos para nosso quarto. Depois de uma hora já estávamos nos sentindo no Brasil. Um calor danado! Ligamos para a recepção e fomos informados que o sistema era central, algum sistema relacionado a caldeiras. Teríamos que aguardar até a temperatura baixar gradativamente. Paula que é muito calorenta estava sofrendo. Tínhamos comprado chocolate e vinho. Naquela altura o chocolate estava todo derretido e o vinho quente. Alexandre teve uma ideia e colocou o chocolate e vinho no parapeito da janela pelo lado de fora. Em pouco tempo o chocolate estava duro e o vinho na temperatura ideal. Resultado, abrimos as janelas, colocamos os casacos e curtimos um frio misturado com calor....risos.   


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NOSSA REDE!


Um casal de amigos, Cesar e Rachel, tinham feito esse passeio e nos deram a dica. Eles são muito organizados e fazem anotações de tudo, incluindo gastos. Aí ficou muito fácil, foi só seguir a dicas e deixar o destino nos levar.


Na maioria de nossas viagens fazemos muita economia, buscamos criar uma rede de relacionamento para poder curtir ao máximo nossas viagens. Nessa, a nossa moeda estava muito valorizada com relação ao peso e deu para se ter uma ideia de como os gringos se sentem no Brasil. 


Bom, saímos do Brasil para o Chile – Santiago. Logo que avistamos as cordilheiras ficamos encantados e pensar que faríamos a travessia nos deixava ainda mais ansiosos. 


                           Olha como a Ana já estava no clima. 


De cara a limpeza da cidade nos encantou. Na verdade o clima frio ajuda muito e também a educação do povo...risos.
Tudo muito bem organizado.


Eles tem um sistema de escoamento de água bem avançado para acolher toda água que vem do degelo.