segunda-feira, 10 de junho de 2013


VIGÉSIMO TERCEIRO DIA:  CEBREIRO / TRIACASTELA -  21 KM


Amanhecer no Cebreiro é lindo demais.


Fomos brindados com um lindo dia de sol e frio lá em cima.



Caminho feito por bosques e com uma boa subida até o Alto do Poio.



Chegando no Alto do Poio é impossível não parar para um delicioso café da manhã, incluindo é claro as torradas e dessa vez com direito a mel caseiro.



Depois disso uma breve parada para foto e só descida.



Olha a tranquilidade que o caminho nos mostra.






No meio do caminho mais uma surpresa: Conhecemos duas Eslovenas. Surpresa boa! Papiamos e seguimos.

Em Triacastela ficamos em um simpático albergue. O quarto tinha umas quatro beliches e só tinha lugar na parte superior das camas. A hospitaleira nos perguntou se erámos casados e falou que tinha um quarto sem banheiro que poderia fazer pelo mesmo preço. Sucesso! Pernoitamos em um quarto de casal encrustado na pedra. Uma delícia!




A missa de peregrinos também foi bem legal com direito a benção em várias línguas. O melhor foi saber que o cemitério da cidade fica em torno da Igreja.

O jantar no complexo Xacobeo foi excelente. Uma paella espetacular e para finalizar eles tinham o queijo do cebreiro.

Viva a Espanha!







VIGÉSIMO SEGUNDO DIA:  VEGA DE VALCARCE / CEBREIRO - 12 KM


Ana estava tão nervosa com a caminhada de hoje que não dormiu bem. Levantamos mais tarde já que hoje a caminhada seria menor.

Iniciamos nossa jornada com o já tradicional frio da manhã. A caminhada foi mais tranquila porque viemos passando por várias cidades pequenas e agradáveis.

 

Em alguns locais ficávamos imaginando que seria perigoso, só que não vimos um carro pelo caminho.

 

 O início da subida não foi o que imaginávamos e a Ana perdeu uma noite de sono sem necessidade. (Risos).

Logo vimos que não seria tão difícil e ao meio dia já estávamos comendo tortillas há 2 km do Cebreiro.

 



 

 

O  Alexandre ainda encontrou forças para subir uma montanha onde havia uma cruz e uma visão do cebreiro do alto.

 

 

 

Nesta cruz as pessoas colocam moedas pedindo algo. É claro que cravei meus reais por lá.

 

O cebreiro fica no alto de uma montanha e temos a sensação de estarmos perto do céu. A referência do local é a cobertura das casas.

 

 Ficamos no albergue municipal (muito bom!) e apesar do sol passamos um frio danado.......

 

Até nossas botas ficam em uma situação privilegiada.

 

 Jantar delicioso! Conseguimos comer o queijo com mel, tudo do Cebreiro, na venda Celta! Indicadíssimo.

 

Assistimos a missa com bênção do peregrino no final. Tudo valeu a pena!

 

Curiosidade do caminho:

A simbologia sempre presente.



domingo, 2 de junho de 2013


VIGÉSIMO PRIMEIRO DIA: CACABELOS / VEGA DE VALCARCE- 25,6 KM


Saímos para nossa caminhada do dia em jejum, já que não nos programamos bem no dia anterior e estávamos no domingo. Caminhamos por cerca de 2 horas sem encontrar um local para tomar um café.



 Como no caminho todo o sacrifício é recompensado, encontramos um lugar ótimo.

A dona muito agradável nos deu toda atenção. Falamos muito sobre o caminho e sobre o café com leite que era muito bom. Para nossa surpresa descobrimos que era sua especialidade. Ela alegou que tinha uma ótima máquina, fato que foi logo descartado por nós quando ela nos mostrou fotos dos desenhos que faz com o café. A máquina sem dúvida é só uma coadjuvante.


No caminho mais encontros. Trocamos algumas palavras com uma sueca e uma croata.

Passamos por mais cidades sem nenhuma pessoa por perto....



Belas pontes...


Símbolos do caminho...


A criatividade da galera está em alta. Vimos muitas placas alteradas.



Em um determinado local um senhor pediu a Ana para tirar uma foto de sua mochila. Será que era a mochila que ele queria fotografar? Risos

Como sua mochila estava cheia de símbolos do caminho, é melhor acreditar que sim.




Seguindo para nosso destino, Alexandre demonstrou sinais de cansaço e foi se arrastando nos últimos km. A Ana sempre brincava porque tinha um senhor que sempre nos passava no caminho e olha que ele tinha o dobro de nossas idades. Nesse dia ela ficava lembrando desse senhor.


Essa caminhada teve uma boa parte margeando a estrada e um incêndio na mata tornou a trajetória ruim.


Mais uma vez aguardamos a recompensa...

Acabamos ficando em no albergue Sarracím, muito bom. Na parte dos fundos um rio com água muito gelada, ótima para tratamento dos pés.




Jantamos no albergue mesmo e reencontramos o alemão que fala português.


Curiosidade do caminho:

Observe a porta do último andar dessa casa....qual é o sentido?



Já estávamos bem mais perto do destino...


...e mais cidades fantasmas.