Histórias de um casal em férias. Contamos o que acontece em nossas viagens e registramos algumas fotos.
terça-feira, 14 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
DÉCIMO SEGUNDO DIA: ATAPUERCA / BURGOS – 21
KM
Como não foi diferente no dia anterior,
iniciamos o dia com muito frio, um dia chuvoso e com vento.
Mais uma vez nos juntamos no refeitório para
o café da manhã e pé na estrada. Ou melhor, nas pedras....
Alexandre vendo que não estava obtendo
melhores resultados com as pomadas anti-inflamatórias resolveu partir para
remédio via oral. Também passou a andar de sandálias.
Os primeiros km foram de uma subida íngreme
e com pedras.
No final sempre a recompensa. Um belo
visual.
Nesta etapa muitas pedras e por todos os
lados encontrávamos trabalhos com as pedras. Peregrino adora uma pedra. Risos.
Na descida a chuva nos pegou novamente e o
Alexandre teve que procurar um abrigo para poder colocar as botas.
Neste momento mais um sinal do caminho: queríamos
ir por Castañeira. Como o Alexandre tinha parado para colocar as botas, os nossos
amigos brasileiros, que caminhavam nessa etapa conosco, resolveram seguir para
ir encontrando o caminho por Castañeira. No final eles não encontraram a
entrada e optaram em seguir por outro caminho (mais curto porém mais próximo das
fábricas da localidade). Quando terminamos de nos arrumar, ao levantar a cabeça,
Alexandre logo viu o tal caminho em nossa frente e foi por onde seguimos.
Nesse caminho cruzamos com um espanhol
passeando com seu cão. Ana foi logo fazendo festa com o animal que lançou logo
uma bela lambida. Lembre-se de ter sempre em mão lenços umedecidos. Risos
Curiosidades do caminho:
Tá cansado e se depara com esse desenho na parede...é impossível não dar boas risadas e ver que estamos muito bem.
Muitas portas são pequenas. A Ana tem 1,63
metros de altura.
Os símbolos do caminho estão sempre
presentes.
É possível encontrar cobra no caminho.
Voltando...Mais a frente, na autoestrada, outro sinal:
duas setas amarelas apontavam para caminhos diferentes. Uma indicava seguir paralela
a estrada e a outra indicava cruzar a estrada. Optamos por cruzar a estrada,
caminhar ao lado da estrada não é muito agradável.
No final foi bom, encontramos moradores de
Burgos que, mesmo sem pedir informação, paravam para conversar conosco sob
chuva.
Burgos é uma cidade grande e temos que
atravessá-la até o albergue que fica próximo da catedral.
Nossa busca era então pelas torres da
catedral. Nessa de conversar com os moradores de Burgos, fomos sendo
direcionados para um caminho que não tinha setas, mas pelo que eles nos falaram
era muito mais bonito. Estávamos muito cansados e com fome, mas estávamos
felizes e atravessamos praticamente toda cidade em um parque onde muitas
pessoas faziam sua caminhada de lazer.
Quando vimos à ponta de uma das torres da
catedral já podemos imaginar o quanto era linda. Ficamos estarrecidos, um monumento
gótico espetacular!
Inacreditável a beleza dos detalhes, a
grandeza, a riqueza. Lindo demais!
Fizemos um passeio turístico de trem pelo centro
histórico da cidade.
A cidade merece mais dias para ser visitada
em sua totalidade. Acabamos não conseguindo visitar a igreja por conta do horário,
bem como os museus, biblioteca e outras atrações.
Ficamos pensando no que ainda vem pela
frente.
Não podíamos deixar de provar as famosas
Mursillas de Burgos. Uma delícia!!!!
Alimentados é descansar para a próxima
etapa.
DÉCIMO PRIMEIRO DIA: VILAFRANCA MONTE DA OCA
/ ATAPUERCA – 18 KM
Levantamos cedo e ao juntar-nos com outros
peregrinos no refeitório acabamos em um café da manhã comunitário muito bom.
Começamos a caminhada encarando o início de
uma subida íngreme. O Alexandre teve uma dificuldade maior nessa etapa, já que
estava com tendinite e no início da manhã era o pior momento para ele.
Neste ponto vencemos a primeira subida.
Neste ponto vencemos a primeira subida.
Já em um terreno mais plano e com os
tendões aquecidos.
A próxima cidade a ser alcançada era San
Juan de Ortega e nos faltavam 12 km. O que nos agradava era que temos lindos
bosques pela frente. O que não agradava é o tempo que estava instável.
Passamos por cidades perdidas no tempo que
parecem existir tão somente por conta do caminho.
Na caminhada encontramos muitas pedras e os
peregrinos não perdem tempo e as utiliza para os mais diversos trabalhos.
Por conta do frio, muitas vezes não
tínhamos ânimo para parar no decorrer do caminho, ficando aguardando a próxima
cidade. Como a Ana estava com muitas bolhas, em alguns momentos o Alexandre
praticamente forçava uma parada em qualquer lugar.
Ao entrarmos em Agés, encontramos um lugar
simpático chamado El Alquimista onde pudemos nos deliciar com um chá e
bocadillo. Como coisas tão simples podem se tornar tão especiais?
Ao entrarmos em Atapuerca a chuva caiu
forte e a temperatura voltou a baixar.
Praticamente conhecíamos todos no albergue.
Nesta etapa só o Oli seguiu, já que Burgos seria sua etapa final. Muitos fazem
o caminho em parcelas por falta de tempo.
Albergue pequeno mas tranquilo e todos os
brasileiros estavam no mesmo quarto.
Alexandre tratou logo de cuidar dos pés. Um
pouco de água quente com sal e vinagre. Não sabemos se é bom, mas com
pensamento positivo tudo fica melhor.
Decidimos preparar um jantar comunitário
delicioso: Menu – Macarrão com bacon e
linguiça, salada de tomate e arroz a piemontese. Tudo regado ao bom vinho, pão
e muita risada.
Duas francesas se juntaram ao nosso grupo
no jantar. Muito divertido porque apesar da diferença de culturas e línguas,
todos se entendem.
Aí está a mágica do caminho!
Continuamos sempre com nossas preces pelos
que estão próximos e principalmente pelas distantes.
Que venha Burgos!!!!!!!!!! Seguimos
caminhando!
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