sexta-feira, 17 de maio de 2019

Estiva....

Nosso próximo passo era para Estiva.
Neste percurso percorremos 23,8 km em 9 horas e 28 minutos.
Como em todas as localidades, o caminho passa pela igreja....




Nesta altura a Patrícia já era conhecida por nós como Patrícia Mel, em homenagem a Luísa Mel. Ela levam alguns quilos a mais em sua mochila e alimentava os cachorros do caminho.




Uma linda cachorra de pelos marrom claros fez a festa ao nos encontrar. Parecia uma filhote. Depois de brincar com o bichamos nos despedimos e seguimos... em falar em seguimos.... esse foi o problema, ela nos seguia para todos os lados....Achamos que ela percorreu uns 15 km conosco. Chegando na cidade, foi difícil a despedida. Nossa sorte foi que juntou-se a nós um outro amante dos animais, Rodrigo cuidou logo de fazer ela se enturmar com outros cachorros da cidade.
Nosso agradecimento ao Rodrigo!



 


Seguimos caminhando, secando nossas roupas e curtindo cada minuto dessa aventura.








Chegamos a Estiva e ficamos na Pousada do Poka. Uma Pousada bem estruturada.








Neste dia estava tendo um casamento na igreja da cidade. Só a Patrícia se animou em ir.
A noite saímos para jantar e Ana preferiu comer no quarto para recuperar bem as energias. Alexandre ainda se animou e foi para um bingo que estava tendo na praça. Os prêmios eram - Um frango, um pernil, descontos em lojas da cidade..... ainda bem que não ganhou nada.... imagina ter que levar um porco de 10 quilos nas constas.....

Tocos de Moji

O Lázaro e a Maria Aparecida da pousada que ficamos em Borda da Mata foram super hospitaleiros e tem o espírito do caminho. Nos aprontaram um escalda pés e um jantar maravilhoso. O café da manhã também estava ótimo. Como estávamos a poucos km do caminho, ele ficou de nos levar novamente até a praça da cidade. Nós optamos por seguir da pousada mesmo.


Nosso próximo ponto de parada era em Tocos do Moji. Foi um dia bem mais tranquilo que o anterior, levamos 6 horas e 41 minutos para concluir 17,7 km.


É incrível ver que ainda é possível ver pessoas que colocam suas garrafas de leite na porta de casa... Nós que somos de cidade grande achávamos que isso não acontecia mais....







Neste dia passamos pela porteira do Céu. Criamos uma expectativa tão elevada que ficamos um pouco frustrados, pode ser que pelo fato do dia estar muito claro e a visualização não tão boa... mas o lugar é lindo e estava lotado de ciclistas.








No meio deste percurso encontramos placas da pastelaria do Zé Bastião, dizia que era logo ali após o morrinho.... Ficamos esperando a tal pastelaria e sobe morro, desce morro e nada....Já não acreditávamos no logo alí dos mineiros....






Chegamos na tal padaria que ficava a uns 50 metros da pousada e lá ficamos por um tempo, recuperando as energias com um bom pastel....Na porta da igreja da cidade tem uma imagem enorme de Nossa senhora Aparecida.





Borda da Mata ....

Seguimos a caminhada e as meninas combinavam as cores das camisas.....







Neste dia passamos pela estrada dos santos negros, por toda a via tínhamos a representação de santos negros...



Outro lugar legal que passamos foi Inconfidentes. Nesta localidade o forte é o crochê. Por lá até as árvores são enfeitadas com crochê.






Não tem como distanciar a caminhada da fé. Por muitos momentos pessoas nos pararam e pediam preces por pessoas e famílias. Não encontramos isso em Santiago na Espanha. Claro que todos os dias fazíamos nosso agradecimento, e rezávamos.






Em um determinado ponto do caminho um carro parou e ofereceu levar as mochilas. Identificou-se como D. Neide, proprietária da Pousada Águas Livres, claro que aceitamos.




 Depois de alguns km caminhando chegamos a Pousada que para nós era um oásis. A Pousada muito bem estruturada. Ela nos serviu um delicioso lanche e contou sua história. Não vamos contar, deixamos na expectativa e indicamos que faça a ela uma visita. Mostrou que está totalmente ligada aos princípios do caminho da fé.








Na saída da pousada, encontramos uma capela de Nhá Chica e uma local de apoio ao peregrino com frutas, um lugar para descanso e banheiro. Pontos como estes deveriam ser mais comum no caminho.



Esse foi um dia difícil, a caminhada foi de cerca de 32 km e levamos umas 11 horas para concluir. No final, já dentro de Borda da Mata, ainda faltava uma subida que extraía o pouco que tínhamos de energia. A Pousada que ficamos chama Nossa Senhora de Fátima, ela não fica próximo da praça da cidade e a Ana foi acelerada na frente para poder fazer a ligação para o Lázaro que nos pegaria de carro. Ainda no caminho o Lázaro se identificou e foi ao encontro da Ana que nessa altura já estava na praça. Como éramos 5, o Lázaro ficou de fazer duas viagens, mas Patrícia que é uma atleta fez o percurso que faltava a pé. Acreditamos que ela fez o percurso que faltava correndo. 


quinta-feira, 16 de maio de 2019

Ouro Fino


Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino, de longe eu avistava a figura de um menino.... quem lembra da letra dessa música marcada na voz de Sérgio Reis?
Sim, estávamos partindo para Ouro Fino e a tão esperado monumento do Menino da porteira.

Saímos cedo já vendo pela frente que teríamos subidas... 



E assim foi, sobe e desce como já era esperado....


Observar o ritmo no interior é muito bom. Parece que tudo tem uma velocidade menor....


Não pegamos chuva no caminho e isso foi muito bom. Ficamos imaginando como ficaria mais difícil ainda nossa caminhada.

e é claro que sempre encontramos algum lugar para parar no meio do caminho. Quando neste lugar somos recebidos muito bem tudo fica melhor.... Um agradecimento a Sra. Zacarias que tem uma pousada bem simples no caminho e nos recebeu como mãe.

Depois de alguns muitos passos a mais, lá estava o tão esperado menino da porteira....



E as bicicletas.... eram muitas.
 Chegamos em Ouro fino e fomos procurar a pousada Canto de Minas, tínhamos feito uma reserva, no dia de nossa chegada era  feriado de 01 de maio e estava tudo fechado. Acabamos comendo pizza, mas também não teríamos condições físicas de passear pela cidade.
 


Serra dos Limas


Neste dia percorremos uma distância menor, recuperar as energias era muito importante. Uma peregrina de nosso grupo já tinha sua primeira bolha e uma outra iniciava uma dor nos joelhos.
De Andrada até Serra dos Limas percorremos uns 16 km em 5 horas e 25 minutos. Não nos importávamos com o tempo, o caminho deve ser feito com calma e observando tudo em sua volta.
O percurso não foi grande, mas as subidas exigiram muito de nós.




Passamos por uma vinícola  e no final das parreiras uma rosa. Cada uma mais linda que a outra.


No segundo dia foi até Serra dos Limas, por lá não deixe de ficar na casa da D. Natalina. Uma pessoa super especial e com todas as características que se espera encontrar no caminho.  Já é bem conhecida no caminho.

Neste dias junta-se a nós outros peregrinos, todos de São Paulo. O grupo estava crescendo. Claro que na hora da caminhada, cada um fazia em seu ritmo.


Neste dia alguns resolveram enviar suas mochilas para o próximo ponto de parada. Existe pessoas que fazem esse trabalho de transportar as mochilas. O preço vai variar devido a distância e condição da estradas. O mais barato que encontramos foi 50 reais e o mais caro 150 reais. O preço é fixo e quanto mais pessoas melhor fica o custo individualmente.


Andrada que não chegava....


Já deixávamos Água da Prata para trás e já estávamos em terras mineiras.... e cadê Andradas que não chegava...





A caminhada de Águas da Prata até Andradas levou 10 horas e 32 minutos.
Um ponto que pode ser melhorado - Não encontramos muitos lugares para parada com bancos para que o peregrino possa parar e tirar seus sapatos e descansar. Neste percursos só encontramos um lugar com uma capela e um ponto de apoio.








Fomos parando onda dava. O importante é fazer paradas regulares durante a caminhada.




Alexandre até ficou animado de fazer um desvio e ir até o pico do gavião que é um ponto para a galera que gosta do voo livre, mas tinha mais uma grande subida e animação cedeu...

                                              Imagem da internet
O ponto alto nessa caminhada foi encontrar a D. Rita do bob no Rancho das cachoeiras. O bob do seu apelido é porque ela sempre recebe os peregrinos de bob nos cabelos.... não tivemos essa sorte, ela não estava de bob.... risos.



Encontramos alguns pontos de água no caminho. Os moradores diziam que era seguro beber, mas nós da cidade grande ficávamos com medo, uns beberam e outros não. No final ninguém teve problemas.



Depois de um morrinho, como eles dizem por lá... chegamos a Andrada.





Lá ficamos no Andradas Hotel, bem fraquinho, mas quando estamos cansados basta uma cama limpa para nos sentirmos no céu. Bom, o ar já era de cidade mineiras....