quinta-feira, 16 de maio de 2019

Primeiro dia- Caminho da fé





Como já tínhamos muitas coisas de nossas últimas caminhadas, foi mais fácil organizar e nos preparar para essa caminhada. Como tínhamos lido que nos lugares em que pernoitaríamos tinha roupa de cama e banho, nossas mochilas ficaram bem mais leves do nas outras caminhadas.
Nesta caminhada a Ana convidou uma amiga (Sônia) e esta convidou uma outra amiga (Patrícia). Com isso o grupo iniciava com três mulheres e o Alexandre. Quanta responsabilidade! 
Um pouco sobre o planejamento. A ideia foi fazer o caminho em 13 dias. O percurso foi de 320 km, iniciando em Água da Prata - ainda em São Paulo. 
Chegamos em Água da Prata e fomos conhecer um pouco da cidade. É bem legal ver bebedouros pela cidade, onde é possível beber água com alguma segurança.



Ainda conseguimos tempo para ir até uma cachoeira próximo do centro da cidade, iniciando nosso primeiros passos. Foram poucos km e como estava quente, o banho na cachoeira foi revitalizante.



Ficamos no Refúgio do Peregrino e fomos super bem recebidos pela D. Tina. Como a ideia era sair cedo, ela nos orientou a tomar café da manhã em uma padaria que tinha bem próximo da pousada com o nome Padaria da Estação. Como queríamos sair as 05:30 da manhã, ela nos orientou a chamar na porta da padaria que o dono, Sr. José Augusto, já estaria nos esperando e abriria a padaria. Foi isso que aconteceu e as 05:40 da manhã já estávamos nós acordando o padeiro...é isso que faz a diferença nessas caminhadas.




Após um café da manhã maravilhoso iniciamos a caminhada. A nós se juntou mais uma peregrina, uma Paulista que chamamos de Val, ela estava com enxaqueca. Não conseguimos imaginar iniciar uma caminhada como esta com enxaqueca. Ela já ganhou nossa admiração e vai somar ao grupo!
O primeiro dia não foi nada fácil. Andamos uns 32 km com muitas subidas e descidas.


No caminho fomos agraciados com a visita de uma linda coruja que fez pose para a foto. Olha que gostamos muito de corujas e temos uma coleção.....





O caminho repleto de belos visuais. Não dá nem para ficar cansado.....claro que é brincadeira, chegamos bem casados....



Mais um ano e lá vamos nós...

Continuamos sendo ótimos em não atualizar o Blog, mas não paramos de nos divertir..... um dia chegamos lá e teremos um Blog que siga uma sequência.....
Na mesma ordem de sempre, paramos os registros de nossa última viagem e vamos iniciar os registros da viagem que fizemos neste mês de Maio de 2019.
A ideia foi de continuar na sequência de caminhadas. Desta vez resolvemos ver como está essa situação no Brasil. 
Nosso destino foi o Caminho da Fé.

O percurso foi idealizado com base no Caminho de Santiago e como já tínhamos feito esse caminho, poderíamos fazer comparações. O percurso mais longo tem mais de 500 km. Optamos por fazer o caminho que vai de Águas da Prata SP até o santuário de Aparecida SP - percorrendo uns 320 km.
Saímos do Rio de Janeiro na noite do dia 27 de abril de 2019 e iniciamos a caminhada no dia 29. O percurso de ônibus foi bem tranquilo. Fomos até o terminal rodoviário do Tietê e de lá pegamos um outro ônibus para Água da Prata. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Portugal – TUI - Espanha


Muitos preferem fazer o caminho de Bike e cruzávamos por muitas bikes.


Ficar bem atentos a tudo é bem legal. Observe a borboleta na mochila do peregrino. Uma carona é bom né....


Andamos sempre juntos, mas em outros momentos ficar só é o melhor...


Já estávamos muito mais perto...


O caminho português ainda não está tão difundido como o Francês, mas vai andando a passos largos. O povoado local já entende que é bom ter esse povo todo passando por lá.
Paramos no muro de uma casa com uma casinha. Chegando perto identificamos que era uma mini capela e tinha um sistema de aproximação. Ao chegar alguém o dispositivo disparava e tocava a música Ave Maria.  


Chegando a Valença, desviamos um pouco para visitar a Fortaleza.


Curtimos o local que é magnífico e descansamos um pouco.


Estávamos perto da ponte que separa os dois países.




Valença de um lado e Tui do outro. Não sabemos porque todos dão um pulinho quando chegam nesse ponto.


Pronto, vamos treinar o espanhol... ou portunhol...


No caminho não tem idade, era comum ver pessoas com muito mais idade que nós e com uma disposição enorme.


Na Espanha encontramos grupos de pessoas caminhando. Eram grupos de jovens. Estes Italianos!


Enquanto muitos gostam de usar os famosos Stiks, Alexandre prefere o famoso Cajado.


Alexandre ganhou um presente do seu novo amigo Andrés e colocou em sua mochila. Agora além das bandeiras dos países que passamos, a mochila está identificada com seu nome.


Sabe aquele momento em que você está louco para parar, aguardando chegar o melhor local.... viramos uma esquina e lá estava ele. Uma Espanhola não perdeu tempo e tornou o local ainda melhor, oferecendo seu artesanato, carimbo nas credenciais  e um bom e generoso café.


Lembra que comentamos que passamos por muitas fontes de lavadeiras



Mais um encontro, agora com um casal que, assim como nosso novo amigo Gusmão, são das Ilhas Canárias.


O caminho para Tui é bem legal e com lindos visuais.


Infelizmente tanta pessoa não dá em outra coisa. Lixo! O mundo tem urgentemente que refletir melhor sobre isso.


Como sempre o grupo ia se formando aos poucos se desfazendo, mas sempre uma prosa obrigatória nesses encontros. Esse é um dos pontos mais interessantes do caminho.


Maria acredita muito na lei da atração. Pensa positivo que acontece. Lá estava Alexandre querendo fazer uma parada e não é que encontramos mais uma daqueles lugares que dificilmente você não vai parar...


Passamos por um bosque bem legal ainda no caminho para TUI. Que tal abraçar uma arvore em um lugar tão especial como este...


Assim seguimos até Tui.






domingo, 9 de setembro de 2018

La Bruja


Ponte de Lima é um lugar de veraneio para muitos e no mês de agosto estava lotada. Saímos para o jantar e ainda conseguimos forças para curtir o final do dia neste lindo lugar.


No dia seguinte saímos mais tarde do que o normal. Necessitávamos de uma boa noite de sono para recuperar as energias e o noticiário dizia que a temperatura cederia um pouco.


Muitas vezes cruzamos com pessoal que não sabemos se são peregrinos caminhando por muitos quilômetros ou se são pessoas que desistiram de construir uma estrutura de vida como conhecemos e seguem andando sem muito destino.


Despedimos-nos de Ponte de Lima e seguimos para nosso próximo destino que foi Rubiães. Pela frente tínhamos uma serra com uma subida grande. Chamamos a serra de La Bruja!
Seguimos por um caminho bem agradável e nosso grupo unido.


Por lá café e churrasco combina. Depois Alexandre chegou à conclusão de que é comum vender frango, tipo os frangos assados que temos nas padarias, o que não justifica muito, mas cada um com suas tradições.


Seguimos curtindo as flores, os riachos e tudo de melhor que a natureza pode nos proporcionar.


Voltar a levar a mochila não foi fácil, mas tivemos uma noite maravilhosa em Ponte de Lima e Ana estava com as energias recarregadas.


Alexandre optou por se proteger do calor da melhor forma que encontrou.


Ana prefere a música para descontrair e esquecer o calor.


Por sorte no caminho sempre encontrávamos água.


As uvas estavam na fase de crescimento e nos dava sombra em vários momentos.


Tem uma história no caminho de que você deve deixar uma pedra com todos os seus problemas e com isso é comum encontrar pontos de pedras sobre pedras...


Em outros pontos a galera deixa de tudo.


Cruzar lugares onde não se via ninguém era a alegria de Ana. Ela chamava de cidade fantasma e sempre tirava fotos com umas poses bem diferentes.



Passamos por um ponto alagado e Ana não querendo se sujar. Claro que o certo é não queria se sujar mais!


A subida da famosa serra da bruxa não foi fácil, mas nós vivemos em um lugar bastante montanhoso e de certa forma temos alguma facilidade com esse tipo de percurso.


No topo da serra encontramos um ponto de coleta de água onde pudemos nos refrescar e fazer nosso lanchinho para recarregar as energias.



Como já é tradicional no caminho, as roupas são secadas durante o dia e nosso varal é a mochila. 

E assim seguimos até Rubiães.
Em um determinado ponto do caminho achamos esse marco que dizia que foi lá que iniciou as marcações do caminho de Santiago.