quarta-feira, 15 de março de 2017

Rota dos Vinhos

Como falamos não iniciamos a motocada deste dia cedo. Nosso destino já estava decidido - Bento Gonçalves. 



O GPS tem ajudado muito até agora, não tivemos grandes dificuldades, exceto em um momento em que não gostamos muito da indicação e paramos para perguntar. Paramos em uma padaria, aproveitamos para esticar as pernas, tomar um café e comer algo. Um funcionário do estabelecimento nos informou que até tínhamos como ir por ali, só que ele não aconselhava de moto. Voltamos para a estrada em direção a Caxias do sul e logo o GPS acertou a rota. No dia anterior sempre pesquisávamos nossa rota do próximo dia e decidia o hotel. Nessa pesquisa, foi melhor fechar o hotel pelo site do estabelecimento que estava com um custo melhor que o Booking.
Ficamos no Hotel Super 8 que segue o estilo da rede Ibis e fica próximo da estrada, uns 3 km da entrada de Bento Gonçalves. 



O problema é que não dá para andar pela estrada, é muito perigoso porque não tem acostamento. Não sugerimos para quem não está com algum tipo de veículo. Por lá nos foi oferecido um serviço de deslocamento, um tipo de Uber com argumentação de que seria muito mais barato do que um taxi. Esse mesmo motorista nos levava de graça para almoçar/jantar em um determinado restaurante.
Hora de jantar! Não aceitamos as indicações do hotel e resolvemos ir até o centro da cidade. Demos uma relaxada nos equipamentos de segurança e seguimos de calça jeans e tênis. Sempre usamos  jaquetas e tudo mais em nossa proteção. Fica uma sensação de que está algo errado e é claro que está.
Não encontramos um lugar para jantar, estava tudo fechado. No final mandamos um sandubão mesmo.
No dia seguinte tomamos o café não tão cedo como de costume e fomos passear.



 Rodamos pelo centro da cidade em busca do passeio de trem, mas só estava disponível no Sábado e Domingo. Lamentamos, parece que esse passeio é muito bom. 



Fomos então pesquisar os passeios nas vinícolas. Os melhores só com reserva e não tínhamos esse tempo. Resolvemos então fazer a tradicional visita de degustação. 


Hotel em frente a vinícola Miolo.

Alexandre, o motorista da vez só ficou observando a Ana curtir de enófila. 



O pior é que ela parecia conhecer mesmo, uma verdadeira artista.



Iniciamos com a Miolo, por ser mais industrial e a visita ser mais completa. Fomos guiados por uma enóloga que inicialmente nos falou um pouco sobre as uvas, a história da empresa e a forma de produção.






 Depois fomos para a tão esperada degustação com dicas de um Sommelier. Em uma sada de degustação linda provamos um vinho tinto, um vinhos branco e dois espumantes. Já tínhamos recebido algumas dicas e foi legal colocar em prática os novos conhecimentos.



Na sequência optamos por ir para um familiar. Fomos para uma mais afastada da rota tradicional. O nome é Pizzato. Lá não tivemos opção de conhecer a vinícola, somente a loja e é claro degustação. Fomos muito bem recebidos com Merlot, Tannat, Alicante Bouschet, Chardonnay, e muto mais. O motorista da vez até se arriscou e fez algumas provas. 



Já Ana, enófila, que neste momento também já era Sommelier, fez umas 15 provas.... Resumindo, no finalzinho a Ana já estava entregue nos braços de baco. 







A dona ainda nos permitiu passear entre os parreiras. Demos boas risadas. Imagina a Ana correndo pelas parreiras....





Fomos para o almoço, encontramos um restaurante Italiano e matamos nossa fome com um delicioso e tradicional macarronada.



Ainda tínhamos a ideia de visitar outra vinícola industrial e mais uma familiar. O problema é que bateu um sono, uma moleza e vontade zero de tomar mais vinho. 




Voltamos para o hotel e fomos descansar. A noite nem saímos mais, foi de pizza delivery mesmo.
Para chegar a Bento Gonçalves, percorremos uns 400 km e levamos 7 horas e 20 minutos.

terça-feira, 14 de março de 2017

A FAMOSA SERRA DO RIO DO RASTRO

Não podíamos deixar de registrar que nossos amigos também são motociclistas. Olhem a raridade da moto do Luiz e da Neide.

Acordamos e Curitiba ainda estava escura.




Partimos bem cedo para a tão esperada Serra do Rio do Rastro.
No caminho já percebíamos as mudanças, já estávamos deixando para trás o volume das grandes cidades.


E assim fomos atravessando divisas....


Em uma de nossas paradas, encontramos um casal que estava fazendo um Bate e volta. Falamos um pouco sobre nosso deslocamento e recebemos dicas interessantes para os próximos destinos.


Nas próximas paradas não teríamos o apoio de amigos e fomos pesquisar onde ficar. Nessa viagem não planejamos muito onde ficar. Chegamos a pensar em parar em Lages.


 A coisa vai acontecendo conforme nosso deslocamento. Sabemos que nosso destino é o Uruguai!
Optamos por ficar em Bom Jardim da Serra.


Antes de chegar, paramos em São Joaquim (SC) para almoço. Parece que por lá faz um frio danado, só que quando passamos por lá o maçarico estava aberto. Ficamos rindo quando tiramos uma foto ao lado do boneco de neve.


Nosso destino fica na parte alta da Serra e não tem grandes opções de pousadas, mas é a mais perto das famosas curvas. Na pesquisa, uma nos chamou a atenção, mas o custo estava acima do que pensávamos em pagar. Escrevemos para o dono via Facebook que nos deu o whatsapp para continuar a conversa. O cara é bom de negociação e não conseguimos o desconto. No final fechamos com ele. A Pousada tem uma proposta de compartilhamento, o que nos agrada, mas tudo no melhor requinte. A cozinha estava a disposição dos hospedes. Os banheiros não eram dentro do quarto, mas individuais. Nós que buscamos fazer nossas viagens com o menor gasto possível, saímos achando que gastamos muito, mas gostamos muito de nossa estada e recomendamos.
Chegamos no final da tarde e depois da rotina de tirar as amarras do alforjes laterais, desacoplar o bagageiro  e espalhar tudo pelo quarto, para encontrar o que vestir, seguimos para um merecido banho. 


O Dono da Pousada, que na verdade é um Hotel Fazenda - Hotel Fazenda Terra do Gelo, perguntou se estávamos interessados em jantar. Avisou que ele mesmo faz a comida, em uma cozinha ao estilo americano, e o preço é justo. Como estávamos distante de tudo, não seria possível fazer uma pesquisa para ver outras opções, Aceitamos o convite! Chegando para o jantar, outros hospedes já estavam petiscando tomates, queijos salame, tomando vinho e aguardando, ou melhor, vendo o DUDA fazer nossa comida. Enquanto ele fazia comida, todos conversavam e no final foi bem legal.


 Para finalizar ele nos apresentou um aguardente feito por ele mesmo e mais prosa.


No dia seguinte acordamos, tomamos um delicioso café da manhã e partimos para curtir as famosas curvas da Serra do Rio do Rastro. É comum pela manhã ter muita neblina nessa região, mas para nossa alegria, o dia estava lindo. O passeio na serra do Rio do Rastro não podia ser melhor! 


Como motociclistas, a emoção foi muito grande e a alegria de um sonho realizado. Descemos e subimos toda a serra, curtindo cada curva.
Voltamos, ainda envolvidos com a lembrança da serra e partimos para nosso próximo destino. Ainda não tinha batido as 12 badaladas do dia quando iniciamos a motocada, curtindo o visual do lugar.


Com certeza voltaremos, ainda tem muito para desbravar nessa região.

Nesse percurso rodamos uns 500 km e levamos umas 8 horas.

domingo, 12 de março de 2017

Descanso em Curitiba

Recuperados da motacada inicial, acordamos em Curitiba na presença de nossos amigos Neide e Luiz.


Conhecemos Neide e Luiz Eduardo no Caminho de Santiago de Compostela ( Espanha ) . Foi o caminho de santiago que motivou o registro de nossas viagens em Blog. Visite as primeiras postagens.
Pessoas incríveis e no melhor espírito peregrino, nos receberam da melhor forma possível. Só temos que agradecer a essa família maravilhosa que nos acolheu.
Passeamos nos principais pontos da cidade.




 Destaque para uma feira que tem aos domingos, ciceroneada pelo amigos.




Claro que não poderíamos deixar de conhecer Morretes. Como chovia, optamos por não ir de moto, até porque estávamos na presença de nossos amigos e a prosa estava boa. 



A serra da graciosa faz jus ao nome, Alexandre queria estar de moto para curtir as curvas.


Chegando à Morretes, paramos em um restaurante indicado pelos nossos amigos - o nome é Terra Nostra. Pedimos o tradicional Barreado. Tudo muito bom e estando junto de pessoas tão agradáveis, fica ainda melhor!



Ficamos dois dias em Curitiba.

VIAGEM DE MOTO DO RIO DE JANEIRO ATÉ O URUGUAI

Depois de um dia de muita ansiedade, partimos para mais uma aventura.




Saímos do Rio bem cedo com planos de parar em São Paulo. 
A primeira parada foi para tomar café na altura de Penedo.


Fizemos também uma parada na estrada para agradecer.


No caminho, optamos por não pegar o trânsito de São Paulo e desviar pela Carvalho Pinto. Seguimos até a Ayrton Senna e depois ligamos com o Rodoanel.


 Nessas estradas não encontramos muitos carros, a estrada um tapete e uma pedida para testar a potência da moto. Claro que os radares nos acompanharam. Com isso elevamos a velocidade e consequentemente o consumo de combustível. Quando entramos no Rodoanel, a moto acusou reserva! Seguimos já em velocidade baixa e constante até um posto que não chegava nunca. O desespero bateu e a cada km rodados a preocupação era maior. Já tínhamos passado por muitos pedágios e nunca acharíamos que ficaríamos felizes de ver um. Chegando no pedágio a pergunta saiu antes do pagamento. Estamos próximos de um posto de combustível? A funcionária tratou logo de nos tranquilizar lembrando que, se necessário, contaríamos com o serviço de reboque, nos informando o telefone de contato. Nós não queríamos ser rebocados e sim abastecer a moto. Foi então que a funcionária informou que deveríamos sair em direção São Bernardo, uns 14 km a frente. Aí entendemos a justificativa do reboque. Bom, não tínhamos o que fazer, a saída era manter a moto em módulo pilotagem econômica e encontrar o posto. Para manter o desespero ativo, o posto não ficava próximo da saída indicada, ainda rodamos alguns km até ele. 
Ufa!!! Chegamos ao posto. A moto mostrou que estava disposta a atravessar a aventura!


Nosso desespero foi tanto que nem atentamos que ao sair do rodoanel, provavelmente não teríamos mais o serviço do reboque. Na saída do rodoanel, ainda tivemos que pagar pedágio. Pagamos pedágio para colocar combustível.
Recuperados, podemos voltar a curtir o visual de nossa aventura, passando pela represa Billings.


Seguimos e resolvemos não parar e ir direto até Curitiba.
Chegando em Registro o cansaço já era grande e para piorar iniciou uma garoa.


 Surgiu a dúvida! Parar ou continuar?
Nossa próxima parada seria na casa de amigos. Resolvemos ligar para falar que estávamos pensando em dormir em Registro. Nossos amigos falaram que poderíamos ir, estavam nos aguardando não importava a hora. Como faltavam pouco mais de 200 km e a receptividade de nossos amigos, resolvemos seguir.
A chuva apertou muito e foi um motocada difícil. Chegar na casa de nossos amigos super ensopados não foi legal, ficamos constrangidos, mas são pessoas incríveis e trataram logo de cuidar de nós.
Primeira parte da aventura concluída!
Aí foi buscar um bom sono para recuperar as energias.
Percorremos mais de 800 km e levamos umas 14 horas com paradas. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Qual será nossa aventura de Fevereiro de 2017?

Já temos a definição de nossa próxima aventura!!!!!!!!!


 Resolvemos dar asas a nossa imaginação.



Claro que sempre estamos juntos em nossas aventuras, mas nessa estaremos agarrados.



Será um trio amoroso.
Convidamos para nossa aventura esse lindo brinquedinho aqui abaixo.


Claro que em todas as nossas aventuras tudo é bem planejado. 
É bem comum nem tudo sair como planejamos. Acreditamos que nessa  aventura não será diferente.
Será que teremos muitas alterações no decorrer do período.
Bom, o que podemos falar nesse primeiro momento é que partiremos em direção ao Sul do País.
Os preparativos já estão bem encaminhados.
 Capacetes e equipamento de segurança são novos.
Tiramos até uma foto para ver como estamos protegidos!


Temos experiência do caminho de Santiago de Compostela e sabemos passar nossos dias com pouca bagagem.  


O problema é que na moto não é muito confortável com mochila, mesmo que pequena. Dessa forma também já providenciamos bagageiros para nosso brinquedo.

Contratar o seguro doeu no bolso, mas não tínhamos como ir sem ele.
Compramos também intercomunicadores na Jaeexpress, empresa de um amigo.

Falta só comprar o reparador de pneus, colocar o GPS e partir para mais essa aventura.

Já estamos ansiosos!!!!!!!!!!!!!


Você vai nos acompanhar?