sexta-feira, 1 de abril de 2016

A Chegada ao México


Eles já tinham lido para não dar mole no México, a violência estava grande.
Logo que chegaram ao aeroporto uma mulher parou o casal e alertou para não pegar taxi de rua e segurar bem a bolsa. Mesmo sendo carioca, rolou um medo. Normalmente o casal procura o meio de transporte mais barato, mas com o medo trataram de pegar um taxi do aeroporto. Não vale dar mole logo no início da viagem. O taxi custou 224 pesos até o centro. Depois descobriram que é possível pegar um ônibus que leva até o centro e que é bem tranqüilo.
Vale registrar que o Real estava trocando um pouco mais que quatro pesos e o taxi saiu por um pouco mais que 50 Reais.
As primeiras trocas de moeda fizeram no aeroporto mesmo e para surpresa a melhor cotação que fizeram. Trocaram a cotação de um dólar por 16,91 pesos.
A ideia era ficar em hostel como fazem sempre. O único hostel que reservaram foi o dos primeiros dias. Tinham visto no Booking o Hostel Downtown Beds que gostaram. No check–in mais uma surpresa, a reserva foi feita só para uma pessoa e não para duas. O hostel não estava lotado, tinha lugar, o problema é que eles alegavam que o preço que tinham era uma promoção do Booking e que sem a reserva teríamos que pagar o preço de balcão. Não conseguiram fazer uma nova reserva pelo booking e depois de alguma negociação o preço ficou em 2.066 pesos pelo casal e por 3 dias. Na reserva inicial o preço sairia por uns 28 dólares e no final pagamos uns 40 dólares a diária. Não foi caro, mas a expectativa de pagar menos é sempre bem vinda.
O hostel é bem localizado, limpo, tem um café da manhã simples, uma área de TV legal, um bar e os quartos coletivos com banheiros externos. Apesar do problema o casal recomenda.



Eles ficaram em um quarto com oito camas, sendo que ficaram na parte superior dos beliches. Coisa de casal jovem..... imagina no meio da noite quando dá aquela vontade de ir ao banheiro..... risos...



Outra opção legal que pesquisaram foi o hostel que fica na parte dos fundos da Catedral Metropolitana no Zócalo. O Hostel chama-se Hostel Mundo Joven Catedral, o casal até tentou uma reserva nesse hostel, mas estava lotado.
Outra curiosidade é que em todas as hospedagens é solicitada uma garantia em dinheiro. Nesse primeiro foi de 100 pesos e que devolvem na saída. 
Como levaram as mochilas como bagagens de mão não estavam com muitas coisas necessárias em uma viagem. A primeira parada foi em uma farmácia para comprar pasta de dente, protetor solar, repelente, desodorante,.....
O primeiro contatado com a comida foi engraçado. Como ficaram no centro da Cidade do México, são muitos os restaurantes e sempre tem alguém na rua tentando convencer a entrar. Aceitamos o convite de um senhor. Chegando ao restaurante aceitamos os palpites do senhor.
A entrada foi pão com molho. De pimenta é claro.


Depois, um verdadeiro balde da famosa michelada.


O prato principal do Alexandre nada de mais. Um queijo, lingüiça, carne e a surpresa, cactos. Isso mesmo, eles comem cactos.


Paula foi com os tradicionais tacos e um pote de feijões.


Tudo com muita pimenta.

O custo todo dessa almoço foi de 306 pesos mais 20 de propina. Gorjeta no México chama-se propina.


quinta-feira, 31 de março de 2016

No-show



Como sempre eles iniciam as férias já viajando. O último dia de trabalho foi na sexta e no domingo já estavam no voo. Ou melhor, acharam que estava.
Primeira aventura!
Na verdade eles compraram a passagem para o dia 28 de fevereiro, as 01:00h . Por algum motivo chegaram ao aeroporto no dia 28, só que no final do dia. Entraram na fila  tranquilos porque não tinham bagagem para despachar. Normalmente só levam uma mochila que dá para levar como bagagem de mão.
Chegando sua vez, a atendente informou que o voo já tinha saído no início da manhã daquele dia – 01:00h e que o próximo era as 01:40 h só que do próximo dia.


Erro primário, mas que pelo que vimos é comum. Perguntaram o que poderiam fazer e a atendente informou que deveriam aguardar para ver se teria lugar na aeronave e pagar por uma taxa extra.
Saíram da fila totalmente perdidos. Foram para o celular buscar informações e ficaram mais desesperados ainda, uma vez que essa taxa extra poderia ser até maior do que o valor da passagem.
Depois de muito esperar, uma ansiedade danada, voltaram para o balcão da companhia Copa Airlines. A atendente muito simpática e correndo muito para poder conseguir aprovar o acesso dos atrasadinho, passou a informação que mais queriam escutar....         - Consegui!!!!
- Coram que o voo sai em poucos minutos.
 Imagina a situação desse casal, correndo pelo aeroporto e ainda tendo que passar por toda aquela análise que existe nos aeroportos e que quem já viajou conhece bem.
Foram os últimos a entrarem e depois de um suspiro de alívio ainda se deram conta que a companhia compreendeu que é comum esse tipo de erro e não cobrou a tal taxa extra.


Ainda não tão recuperados do susto, pararam para uma rápida escala no Panamá.



Como todos os voos da Copa param no Panamá, pensaram porque não procuraram um voo com muitas horas na escala. Com isso poderiam passear por lá e conhecer mais um país, mesmo que rapidamente. Fica a dica!









Férias.....

Nesse ano o casal não tinha um projeto para viagem.
Bem próximo das férias resolveram ir para o México. Viram que lá eles tinham o valor da moeda desvalorizado com relação ao Real.
Tomada a decisão foram para a compra da passagem aérea. Não encontram o melhor preço, mas foi à melhor condição sem muitas escalas.
Pagaram R$ 3.342,50 pelas duas passagens de ida e volta.
O projeto foi chegar à cidade do México, ficar por lá uns dias, descer para o sul e voltar para a cidade do México e ficar lá mais alguns dias. A única certeza que tinham é que não iriam para Cancún.
A outra questão foi à compra de dólares. Deixaram para os últimos dias e o dólar disparou. Alexandre até conseguiu com uma amiga comprar em uma condição melhor que na casa de câmbio/banco, só que as notas eram antigas e os EUA está recolhendo essas notas. Com isso poderiam ter o risco de uma conversão por lá ruim e a vantagem se tornaria desvantagem. No final compraram cada dólar a 4 reais e 9 centavos

Tudo pronto inicia-se mais uma aventura.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Potosi

 Na volta de Uyuni, passeio pelo deserto de sal, voltamos para La Paz, mas antes fizemos uma pequena parada em Potosi. 


A cidade tem uma história bem legal mais o que o Alexandre estava buscando era um passeio pela minas de prata. Ele tem uma tendência a ser clautofóbico, não gosta de ficar em lugares fechados, e esse seria seu grande teste. Claro que nem passou pela cabeça da Ana, Juan e Maria acompanhá-lo.



Chegando à cidade sem reserva de hotel, pegaram um táxi e foram à busca de um lugar para ficar.  Encontraram um hostel que não era lá muito bom, mas não ficaríam muitos dias. Trataram logo de organizar o dia seguinte. 


Alexandre comprou seu tour para as minas e os outros um Tour pela cidade. O city tour foi bem legal, o guia bem simpático e detalhista, mas não é isso que foi o mais legal.  É a aventura do Alexandre que foi o destaque.




No início tudo normal, uma pequena van foi pegando os turistas no hotel. No total 3 alemães, um Americano e o Alexandre. A guia, uma mulher bem pequena que nos levou para colocar a roupa de proteção. Lembra que já falamos muito de turismo na Bolívia, tem que ter espírito aventureiro e esse leva nota 10. Chegaram a uma praça onde a van parou e desceram, seguiram por ruas pequenas até uma portinha que os levou a um quarto sem janelas. Lá tinham várias botas e roupas, além de capacete e lanternas. Até aí tudo bem, só que esse quarto era úmido e as roupas sujas. 





Não teve desistência por parte dos estrangeiros e não seria uma sujeirinha que atrapalharia essa aventura. Alexandre colocou as poupas e partiram novamente para van.

                                 foto tirada na ida para a mina

 A próxima parada foi em uma venda em que a guia orientou que comprassem oferendas para os mineiros. Já tinha um kit a um preço abusivo. Bom, foi levado no espírito da ajuda. O kit tinha álcool, folhas de coca, guaraná, cigarros e alguma coisa para comer como biscoitos, além de explosivos. Isso mesmos! Acreditem ... Tudo foi para a mochila da guia.


Iniciaram a subida da montanha. Vale registrar que essa cidade é uma das mais altas do mundo, algo próximo de 4 mil metros de altitude. A van bem pequena e em péssima condição de manutenção. Ufa, chegaram à entrada da mina. Na verdade essa mina tem muitas entradas e lá dentro é um verdadeiro labirinto.
Umas fotos ali, outras aqui, lá fomos nós!



Logo nos primeiros 100 metros eles sentiram que a aventura seria grande. O espaço era muito pequeno, Alguns andavam curvados. O chão com muita lama e em alguns pontos poças sem que desse para saber a profundidade. A guia chamou a atenção para isso. Mais 100 metros e a primeira desistência. O alemão maior não agüentou e viu que andar curvado assim poderia acabar com ele. Voltou ainda vendo a claridade da entrada da mina. 




De tempo em tempo passava por eles um mineiro empurrando o carrinho cheio de pedras e terra. Tínhamos que se espremer para dar espaço para o carrinho passar. Sempre que o mineiro parava, a guia dava um pouco do que tínhamos comprado como um cigarro, um pouco de folha de coca.


Já não era possível ver a entrada da mina e o local ficava cada vez mais estreito. O coração do Alexandre batia forte e já estava buscando o controle do seu medo de lugares fechados.



 Depois de algum tempo andando agachado, uma parada em um  ponto da mina onde tinha um boneco com a figura bem estranha. Podemos dizer que era aquele que não se diz o nome. Foi feita oferendas e a guia contou um pouco de história sobre a mina e os mineiros. Nesse ponto Alexandre conseguiu se acalmar para continuar essa aventura.



 Mais uns metros a frente uma escada que dava para um buraco na rocha que mal passava uma pessoa. A guia a frente, todos subiram. Alexandre que estava por último empacou, seu coração batia muito forte, estava com medo e achava que não conseguiria subir pelo buraco. Não tinha saída, tinha ficado para trás, não poderia ficar ali. Seguiu aos trancos até chegar a um lugar mais amplo onde trabalhavam dois mineiros com um equipamento barulhento que trazia as pedras de uma parte mais funda da mina. A guia esvaziou mais algumas coisas do nosso kit doação e ficaram ali por alguns minutos os vendo trabalhar.





 Era um barulho grande e muito terra suspensa no ar. Voltamos para tranqüilidade do Alexandre, que já estava quase explodindo de medo. A segunda parte era descer por um buraco ainda menor, teríam em alguns pontos que se arrastar. Alexandre perguntou a guia qual era a distância que teríamos que descer naquelas condições, ele estava preocupado com sua situação. Foi dito que uns 40 metros. Foi quando o desespero bateu e ele disse que não conseguiria. Arregou! 





A guia falou que ele poderia ficar ali que na volta ela encontrava com ele. Alexandre ficou no meio da mina, sozinho, por uns 20 minutos ou mais. Não dá nem para descrever essa situação. Pelo menos ele diz que está melhor em seu problema de ficar em lugares fechados...risos.







Findando essa aventura, juntou-se a Ana e seus amigos, comeram umas saltenhas e partiram para visita ao Museu casa da moeda, super interessante. No final eles ainda puderam cunhar sua própria moeda como era feito no passado, na porrada!





Potosi fechou a aventura na Bolívia com chave de ouro, voltaram para La Paz com tranqüilidade e de lá para o Brasil, deixando saudades dos novos amigos que os receberam tão bem e de um povo sofrido que luta e defende muito bem sua cultura.