sexta-feira, 1 de maio de 2015

MIrantes


La Paz tem vários mirantes. Fomos a alguns dos quais só lembramos o nome de um – Killi Killi . o outro que fomos fica no Parque Urbano Central. Lá, além de poder ter uma bela visão da cidade, é possível levar as crianças para curtir um dia bem legal.

 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
É possível percorrer alguns quilômetros por uma passarela que passa sobre a avenida e também com uma visão bem legal.
Tivemos a oportunidade de visitar a parte baixa da cidade com uma prima do Juan. Ela fez um City Tour conosco e conhecemos vários parques muito bem cuidados, mostrando que na parte baixa tem muito lazer para a galera.


 







 



Teleférico – La Paz / El Alto


Não podíamos deixar de andar de teleférico. Um transporte que deu muito certo em La Paz, já que a cidade tem uma grande população e ruas pequenas, sem muita opção de transporte de massa.
Já tem três linhas e está em desenvolvimento a ampliação. São demarcadas por cores. Andamos na linha amarela e vermelha. É muito alto e a Ana ficou um pouco tensa já que tem medo de altura.
O preço é bem justo – 3 bolivianos.
A vista da cidade é magnífica desse ângulo. O problema é que algumas casas ficam vulneráveis mas acreditamos que já entrou na rotina das pessoas e míngüem fica mais tentando ver o que ocorre nas casas das pessoas.








Feiras Livres


Bolívia é uma verdadeira feira. Tudo é vendido pelas ruas, tem até lojas, mas muitas tem a sua frente uma barraquinha. Para quem gosta de feira é o local certo. Fomos a uma que é simplesmente a maior feira que nós já conhecemos. Achamos até que será difícil conhecer uma maior.
Essa feira chama-se de 16 de julho e ocorre às quintas-feiras e domingos. Lá é vendido de tudo! De um parafuso enferrujado a um carro modelo luxo, incluindo terrenos e casas. É claro que fomos muito alertados sobre a criminalidade no local. Não vimos um roubo no período de nossa viagem. Soubemos de um roubo em Potosi que contamos mais a frente. O lixo abandonado é abundante e o local fica com uma aparência ruim. O que notamos em boa parte é que o mercado é muito setorizado, até nas feiras. Tem um local só de barracas de bebidas, outro só de roupas, outro de peças e acessórios para carros, e assim vai.  

 
 
 
No dia de visita a essa feira, o Alexandre, Juan e seu irmão foram para a parte de automóveis e Ana, Maria e sua cunhada para a parte de roupas. Alexandre que não é muito ligado a carros não ficou muito animado, já a Ana parecia que estava em um parque de diversão. Acontece que por conta da economia local, as coisas são muito baratas, principalmente as roupas. Não é necessário falar que tivemos que comprar uma outra bolsa de viagem para retornar com tanta coisa.
 
 
 
Outra coisa interessante é que você encontra de tudo. Vi uma barraca, não lembro onde,  que vendia até cabeça de boi – Inteira!
Outra vendia carne na calçada...
 
Você tomaria esse suco marcado na foto abaixo? Esse era um bar na rodoviária. Que fruta tem essa cor. Parece que é um suco de pêssego.

COMEU MORREU!


O Alexandre queria fazer uma loucura gastronômica pela Bolívia, só que foi desaconselhado por todos, incluindo parentes do Juan que são médicos. É que a higiene nas barracas de rua não é o forte e devem ter bactérias que nosso organismo não conhece. Foi fácil encontrar turistas passando mal.
Vejam a foto abaixo...
Observem a marcação!
Eles lavam as coisas em baldes. Imagina essa água no final do dia? 


Uma dica de um parente do Juan foi comer no Mercado Camacho. Como ele está muito próximo da guarda municipal, responsável também pela parte alimentar, é mais seguro.
Não deixe de tomar um café da manhã por lá.
Outra opção de alimentação é o café bar Alexander. O local é legal, bom mas não é muito barato. Foi uma indicação do primo do Juan para alegrar o Alexandre....risos.
 
 
 


COMIDA


Logo percebemos que na Bolívia, ou pelo menos na família de nossos mais novos amigos, o afeto é simbolizado com oferta de alimentos. Tínhamos um banquete no café da manhã, no almoço, no lanche e a noite sempre uma sopa ou uma magnífica mesa de lanches.
Chegamos no Brasil lembrando da cunhada do Juan chamando para o tezito. É claro que tudo regado a chá de coca.
 
            Isso mesmo, eles gostam de batata frita na sopa.
 
 

E o que falar das frutas.....

É tão bom conhecer um alimento novo. Quando tem um paladar bom é ainda melhor.

Essa é muito parecida com nossa fruta do conde.

 
Esse é um pequeno abacate, bem gostoso.
 
 

 
Fruta do cacto. A Paula falava que não saberia como viveria sem isso.
 
Essa uma espécie de maracujá só que doce.

Banana avermelhada. Já viu?

Essa é o tumbo, uma fruta um pouco acida. Essa parece mais com o nosso maracujá. A cunhada do Juan fez uma bebida com essa fruta que ficou deliciosa.
Muitas delícias....
Fomos a vários mercados populares. Sempre que viajamos procuramos ver como é a vida real no local onde estamos e não o que é feito para o turista. Lá não é muito difícil encontrar isso!
O Alexandre adora pipocas. Já deu para imaginar quanto de pipocas essa pobre alma comeu?
 
Também tem uma espécie de massa de macarrão com açúcar. Uma delícia!!!!
 
 

AGRADECIMENTO


Normalmente os agradecimentos são no final, mas é importante fazer esse agradecimento agora para melhor entendimento de nossa viagem.
Nos últimos anos estamos fazendo nossas viagens com o princípio da corrente da amizade. Sempre conhecemos alguém que pode nos proporcionar momentos legais em nossas viagens e retribuir de alguma forma.
Nesse ano ainda não tínhamos ideia de onde ir. O Alexandre fazia uma caminhada ecológica e falando com seu amigo Juan sobre viagens, comentou que sua ideia era ir a Machu Picchu. Juan perguntou quando seria suas férias e a resposta foi Abril. Ele então fez o convite. – Vamos à Bolívia, eu e minha esposa estamos indo para lá neste mesmo período.
 

Falando com Ana o convite foi aceito e iniciamos o planejamento financeiro da viagem.
Juan nasceu na Bolívia e já mora no Brasil tem muitos anos. Casou com uma Brasileira e constituiu família por aqui. Na Bolívia ficamos boa parte do tempo na casa do irmão de Juan, que devemos um agradecimento especial. Ele e sua esposa não mediram esforços para nos dar muito conformo e comida. Sobre comida falamos no próximo tópico.

 

Fomos recebidos e tratados como família. Foi muito bom a convivência com os parentes de nosso amigo que agora fazem parte da nossa aventura.
Temos uma dívida de gratidão com todos e aguardamos a visita deles a qualquer momento em nosso país.
Nessa família maravilhosa ainda temos uma gatinha que nos animou muito, junto com a super protetora mãe e seu atencioso esposo.

ALTITUDE


Ficamos a uns 3.800 metros de altitude. Como falamos estávamos em uma encosta, bem  perto da El Alto que fica a mais de 4.000 metros de altitude.
Logo na chegada notamos os efeitos da altitude. Uma dor de cabeça forte que nos fez  logo tomar uma remédio. Isso resolveu, mas passado o efeito do remédio a dor de cabeça voltava.
O efeito da dor de cabeça foi maior no Alexandre. A Ana parecia já estar aclimatada, reclamando só de ficar um pouco congestionada, tendo que respirar pela boca.
Depois de uma semana já nos sentíamos melhores e partimos para a primeira aventura rumo a Machu Picchu – Peru.
Uma sensação que nos acompanhou por toda viagem foi a falta de ar nos momentos de atividade. Lembramos que a subida de uma escada já é atividade. A cidade é toda montanhosa e encontrar escadas e ou ladeiras é uma rotina.
Caso force uma barra e mantenha uma atividade mais intensa, a sensação é de ter asma. Falta o ar mesmo.
Claro que no início era pior e com o passar dos dias foi melhorando, mas nunca igual ao que vivemos no nível do mar.


Olha o Juan abalado com a altitude. Brincadeira!!!!!!! Esse tem sangue boliviano, a brincadeira da foto é porque as mulheres estavam melhores do que os homens. Alexandre sentia muita dor de cabeça e Juan se recuperando de uma lesão no pé.