sexta-feira, 1 de maio de 2015

Feiras Livres


Bolívia é uma verdadeira feira. Tudo é vendido pelas ruas, tem até lojas, mas muitas tem a sua frente uma barraquinha. Para quem gosta de feira é o local certo. Fomos a uma que é simplesmente a maior feira que nós já conhecemos. Achamos até que será difícil conhecer uma maior.
Essa feira chama-se de 16 de julho e ocorre às quintas-feiras e domingos. Lá é vendido de tudo! De um parafuso enferrujado a um carro modelo luxo, incluindo terrenos e casas. É claro que fomos muito alertados sobre a criminalidade no local. Não vimos um roubo no período de nossa viagem. Soubemos de um roubo em Potosi que contamos mais a frente. O lixo abandonado é abundante e o local fica com uma aparência ruim. O que notamos em boa parte é que o mercado é muito setorizado, até nas feiras. Tem um local só de barracas de bebidas, outro só de roupas, outro de peças e acessórios para carros, e assim vai.  

 
 
 
No dia de visita a essa feira, o Alexandre, Juan e seu irmão foram para a parte de automóveis e Ana, Maria e sua cunhada para a parte de roupas. Alexandre que não é muito ligado a carros não ficou muito animado, já a Ana parecia que estava em um parque de diversão. Acontece que por conta da economia local, as coisas são muito baratas, principalmente as roupas. Não é necessário falar que tivemos que comprar uma outra bolsa de viagem para retornar com tanta coisa.
 
 
 
Outra coisa interessante é que você encontra de tudo. Vi uma barraca, não lembro onde,  que vendia até cabeça de boi – Inteira!
Outra vendia carne na calçada...
 
Você tomaria esse suco marcado na foto abaixo? Esse era um bar na rodoviária. Que fruta tem essa cor. Parece que é um suco de pêssego.

COMEU MORREU!


O Alexandre queria fazer uma loucura gastronômica pela Bolívia, só que foi desaconselhado por todos, incluindo parentes do Juan que são médicos. É que a higiene nas barracas de rua não é o forte e devem ter bactérias que nosso organismo não conhece. Foi fácil encontrar turistas passando mal.
Vejam a foto abaixo...
Observem a marcação!
Eles lavam as coisas em baldes. Imagina essa água no final do dia? 


Uma dica de um parente do Juan foi comer no Mercado Camacho. Como ele está muito próximo da guarda municipal, responsável também pela parte alimentar, é mais seguro.
Não deixe de tomar um café da manhã por lá.
Outra opção de alimentação é o café bar Alexander. O local é legal, bom mas não é muito barato. Foi uma indicação do primo do Juan para alegrar o Alexandre....risos.
 
 
 


COMIDA


Logo percebemos que na Bolívia, ou pelo menos na família de nossos mais novos amigos, o afeto é simbolizado com oferta de alimentos. Tínhamos um banquete no café da manhã, no almoço, no lanche e a noite sempre uma sopa ou uma magnífica mesa de lanches.
Chegamos no Brasil lembrando da cunhada do Juan chamando para o tezito. É claro que tudo regado a chá de coca.
 
            Isso mesmo, eles gostam de batata frita na sopa.
 
 

E o que falar das frutas.....

É tão bom conhecer um alimento novo. Quando tem um paladar bom é ainda melhor.

Essa é muito parecida com nossa fruta do conde.

 
Esse é um pequeno abacate, bem gostoso.
 
 

 
Fruta do cacto. A Paula falava que não saberia como viveria sem isso.
 
Essa uma espécie de maracujá só que doce.

Banana avermelhada. Já viu?

Essa é o tumbo, uma fruta um pouco acida. Essa parece mais com o nosso maracujá. A cunhada do Juan fez uma bebida com essa fruta que ficou deliciosa.
Muitas delícias....
Fomos a vários mercados populares. Sempre que viajamos procuramos ver como é a vida real no local onde estamos e não o que é feito para o turista. Lá não é muito difícil encontrar isso!
O Alexandre adora pipocas. Já deu para imaginar quanto de pipocas essa pobre alma comeu?
 
Também tem uma espécie de massa de macarrão com açúcar. Uma delícia!!!!
 
 

AGRADECIMENTO


Normalmente os agradecimentos são no final, mas é importante fazer esse agradecimento agora para melhor entendimento de nossa viagem.
Nos últimos anos estamos fazendo nossas viagens com o princípio da corrente da amizade. Sempre conhecemos alguém que pode nos proporcionar momentos legais em nossas viagens e retribuir de alguma forma.
Nesse ano ainda não tínhamos ideia de onde ir. O Alexandre fazia uma caminhada ecológica e falando com seu amigo Juan sobre viagens, comentou que sua ideia era ir a Machu Picchu. Juan perguntou quando seria suas férias e a resposta foi Abril. Ele então fez o convite. – Vamos à Bolívia, eu e minha esposa estamos indo para lá neste mesmo período.
 

Falando com Ana o convite foi aceito e iniciamos o planejamento financeiro da viagem.
Juan nasceu na Bolívia e já mora no Brasil tem muitos anos. Casou com uma Brasileira e constituiu família por aqui. Na Bolívia ficamos boa parte do tempo na casa do irmão de Juan, que devemos um agradecimento especial. Ele e sua esposa não mediram esforços para nos dar muito conformo e comida. Sobre comida falamos no próximo tópico.

 

Fomos recebidos e tratados como família. Foi muito bom a convivência com os parentes de nosso amigo que agora fazem parte da nossa aventura.
Temos uma dívida de gratidão com todos e aguardamos a visita deles a qualquer momento em nosso país.
Nessa família maravilhosa ainda temos uma gatinha que nos animou muito, junto com a super protetora mãe e seu atencioso esposo.

ALTITUDE


Ficamos a uns 3.800 metros de altitude. Como falamos estávamos em uma encosta, bem  perto da El Alto que fica a mais de 4.000 metros de altitude.
Logo na chegada notamos os efeitos da altitude. Uma dor de cabeça forte que nos fez  logo tomar uma remédio. Isso resolveu, mas passado o efeito do remédio a dor de cabeça voltava.
O efeito da dor de cabeça foi maior no Alexandre. A Ana parecia já estar aclimatada, reclamando só de ficar um pouco congestionada, tendo que respirar pela boca.
Depois de uma semana já nos sentíamos melhores e partimos para a primeira aventura rumo a Machu Picchu – Peru.
Uma sensação que nos acompanhou por toda viagem foi a falta de ar nos momentos de atividade. Lembramos que a subida de uma escada já é atividade. A cidade é toda montanhosa e encontrar escadas e ou ladeiras é uma rotina.
Caso force uma barra e mantenha uma atividade mais intensa, a sensação é de ter asma. Falta o ar mesmo.
Claro que no início era pior e com o passar dos dias foi melhorando, mas nunca igual ao que vivemos no nível do mar.


Olha o Juan abalado com a altitude. Brincadeira!!!!!!! Esse tem sangue boliviano, a brincadeira da foto é porque as mulheres estavam melhores do que os homens. Alexandre sentia muita dor de cabeça e Juan se recuperando de uma lesão no pé.

                                                         
 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Cidade El Alto - CHEGAMOS!


Chegamos à Bolívia e não tivemos a melhor impressão! O aeroporto fica na cidade El Alto, uma super população nesse local, as casas todas sem acabamento, no tijolo e com as elevações do terreno montanhoso, lembra nossas favelas. De onde ficamos tínhamos uma visão espetacular tanto da parte alta de La Paz como da parte baixa.

 
 
O trânsito é uma loucura. Só vimos uma batida de automóvel, como eles tem uma grande população e as ruas não são muito largas, os acidentes são pequenas batidas e normalmente sem vítimas. De qualquer forma Deus está com eles! São loucos no trânsito e tirar finos de outros carros é uma rotina.
 
Inicialmente o pensamento era que as casas eram mal acabadas por conta da dificuldade financeira das pessoas, muitas vindas do campo para buscar uma vida melhor. Depois de alguns dias por lá descobrimos, ou melhor, essa foi a melhor explicação, de que essa era uma questão cultural. Existia ou existe um imposto diferenciado para casas acabadas e casas não acabadas. Dessa maneira a maioria prefere deixar a casa no tijolo. Vimos casas com boas portas, janelas de boa qualidade, mas a casa só no tijolo. Outras com a fachada pintada e a lateral só no tijolo.
É fácil notar que a cidade é separada por altitude. As casas na parte baixa, com mais oxigênio e mais quente, tem melhor acabamento e são maiores.
Nós ficamos em uma encosta, bem perto da El Alto.
No dia seguinte de nossa chegada aconteceriam eleições regionais. As regras são severas como lei seca e proibição de dirigir. Poucos carros com autorização rodavam. Como tínhamos planejado uma semana de aclimatação, isso não foi problema.
Não temos muitas fotos nos primeiros dias porque tivemos um problema com a máquina e perdemos as imagens. É lamentável porque registramos bem as casas mal acabadas, o trânsito, as eleições, as ruas vazias e muito mais.  
Aos poucos fomos gostando da cidade e descobrindo suas maravilhas. Um detalhe que fez a diferença. Não encontramos muitas crianças pedindo esmola nas ruas e sim com seus uniformes de colégio.  

O Deslocamento



Fomos do Rio para São Paulo pela Avianca. Tivemos que ficar mais de 4 horas aguardando nosso segundo voo para a Bolívia que foi pela empresa BOA – Boliviana de aviação. Ainda tivemos uma parada em Cochabamba.

 Resultado, um dia inteiro de voo. Saímos do Rio no início do dia e chegamos em La Paz já a noite.
 
Já estamos acostumados com isso. Buscamos o melhor preço e sempre encontramos algumas paradas...... Já consideramos isso viagem. Curtimos conhecer aeroporto....risos.
 
 

Aventura de Abril - Mês de férias.....

Vamos interromper a postagem das férias antigas para registrar nossa viagem desse ano. Estamos chegando agora de uma nova aventura, dessa vez na Bolívia!
Acompanhe mais essa aventura!

 

Mais uma viagem intensa, com muita amizade, diversão e aventura.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Pablo Neruda

Outra visita que não podíamos deixar de fazer foi à Casa do Poeta Pablo Neruda. Visitamos a casa La Chascona,  em Santiago e também a casa La Sebastiana em Valparaíso. Além da história na poesia, curtimos muito peculiaridades arquitetônicas das casas.


Fizemos um city tour e para nossa sorte o guia era uma figura. Nos divertimos muito com ele.  É assim que tem que ser um guia, animado, mostrando a cidade de uma forma diferente do que encontramos na internet.


Esse guia nos levou ao café com piernas, um local onde as garçonetes servem com poucas roupas.... a Paula não gostou muito mas como estávamos em uma outra cultura e isso é tradicional por lá....
é claro que o Alexandre sobreviveu porque ela estava junto.
Não temos fotos da visita ao café! 
 Em uma outra visita, fomos a uma lojinha muito legal. Na loja fomos agraciados com uma bebida muito gostosa que chamam de Pisco.